Arquivo de junho de 2008

A “obrigação” de passar no primeiro Vestibular

domingo, 15 de junho de 2008

A cultura brasileira transformou o primeiro vestibular em uma questão de vida ou morte para os adolescentes.

A alguns anos, uma universidade precisava de gente para ajudar nos dias do vestibular e como pagavam bem, fui ganhar uma grana. Dia da primeira prova, vou passando pelas carteiras, conferindo materiais e recomendando a retirada de celulares, bolsas e pastas. Observo o rosto dos candidatos, melhor dizendo, da maioria quase absoluta de candidatas.

Clima de velório!

A grande maioria era de garotas bonitas, mas na hora, não era isso que ficava evidente. O que aparentavam de maneira gritante era o nervosismo, o verdadeiro pavor em seus olhos, como se estivessem na fila do inferno. Umas com o semblante sério, outras roendo unhas, tamborilando os dedos, ajeitando o cabelo. Outras mexendo com brincos, escondendo o rosto com as mãos.

Até conhecia algumas e sabia que eram pessoas trabalhadoras, inteligentes e deduzi que provavelmente tinham se preparado. Não entendia aquele pânico, aquele desespero. A prova ainda nem tinha iniciado e só poderiam se assustar após ler a prova, se percebessem que não sabiam nada.

Vou para frente da sala, abro o pacote de provas, dou uma olhada geral e percebo as lágrimas de duas garotas, literalmente com os olhos marejados pelo nervosismo.

Então, ao invés de distribuir as provas, disse:
- Gente! Antes de distribuirmos as provas, é importante salientar que essa é uma importante etapa na vida de vocês. É o primeiro vestibular. O primeiro passo para a vida profissional.
- Esse pode ser o primeiro, mas não é o último da vida de vocês. Haverá outros passos importantes e quem sabe, outros vestibulares.
- Passar no vestibular é uma grande vitória pessoal na vida da gente. Mas não passar não tira pedaço, não mata ninguém e não diminui a capacidade ou o valor de ninguém. Basta fazer de novo daqui a seis meses, aproveitando para se preparar nesse período.
- Então, todo mundo pode ficar tranqüilo, relaxem e façam o melhor que puderem.
- Vamos às provas!

Confesso que me arrependi de ter dito aquilo. Fugiu totalmente ao protocolo. Todos ficaram meio atônitos com o fato e as outra monitora me perguntou de onde eu tinha tirado aquilo. Mas o efeito que produziu, foi surpreendente.

O clima pesado desapareceu. Enquanto distribuía as provas, duas garotas me agradeceram:
- “Obrigado pelo que você disse.’

No dia seguinte, o clima antes das provas era outro. A maioria sorridente, tranqüila e descontraída. Até riram de uma piada que alguém contou. Enquanto entregava as provas, quase todas sorriam com atenção. Algumas disseram: - “Legal o que você falou ontem!”

Nem sei se passaram ou não, mas acho que dei uma pequena contribuição para melhorar a vida dessas pessoas.

É simplesmente uma verdade que parecem “querer esconder de nossos jovens”. Fazem um terror sobre o vestibular, exercendo uma pressão exagerada, como se uma ou duas provas pudessem medir o conhecimento, o caráter, o valor, o afeto e a educação que seus filhos acumularam em 17 anos de vida.

E daí, se o cara não conseguir passar? Ele deixa de ser filho? Ele deixa de ser aquele ser especial que os pais criaram e amaram desde o primeiro segundo de vida? Os parentes e amigos vão ser pessoas melhores se for aprovado? Alguém apostou dinheiro ou vai perder o emprego se não passar? A pessoa só pode prestar um vestibular na vida? Nunca mais poderá fazer outro?

Pode parecer bobagem, mas fazer o filho passar no primeiro vestibular foi transformado num “indicador de status social” que os fúteis de plantão inventaram como se fosse um atestado de que:
- o filho foi amado;
- o filho foi bem educado;
- o pai e a mãe ensinaram ao filho o que ele sabe.

Esquecem que mais importante do que passar, é passar num curso que seja do interesse e da vocação do adolescente. Algo que vá lhe estimular a crescer como pessoa e como profissional.

Esquecem que é gritante o número de jovens que começa num curso e depois de algum tempo, muda de curso porque não gostou do que estava fazendo. Os pais gastam duas vezes e o jovem perde 1 ou 2 anos para readaptação de disciplinas.

Esquecem que o mundo esta cheio de pessoas frustradas, que ainda adolescentes foram pressionados a fazer um vestibular, sem ter segurança do que queriam ser na vida. E hoje, são profissionais do mercado que trabalham numa atividade, mas sonham um dia trabalhar em outra área que realmente gostam.

Melhor seria se, talvez não tendo passado, tivesse tido mais tempo para sentir realmente sua vocação e pudesse ter escolhido o curso que satisfizesse seu coração.

Hospedagem paga ou gratuíta? O que é melhor para o seu Blog?

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Continuando a criação do meu Blog, fiquei em dúvida quanto a ter um domínio ou usar as hospedagens gratuítas.

2 – Pagar hospedagem ou não?

Essa dúvida me afligiu logo no começo, pois queria saber quanto gastaria para manter o blog.

Lógico que a primeira opção a se pensar é na gratuíta, já que dependendo do tipo de trabalho ou passatempo que pretende fazer, você não precisa gastar nada. Apenas pesa contra nesse ponto, o menor número de recursos colocados a disposição do usuário, que se quiser implementar algo novo ou melhor, já começa a sentir os efeitos da limitação de tecnologias, limitação de espaço, de trafego, etc. e acaba tendo que migrar para a hospedagem paga.

No meu caso, levei em conta o meu insuficiente conhecimento de todas as tecnologias envolvidas da criação, implantação e manutenção do blog. Precisava encontrar tudo meio junto e com ajuda especializada.

Escolhi a hospedagem paga exatamente pelo suporte tecnológico e logístico da empresa onde hospedo. Eles não te ensinam a programar – isso não é a função deles - , mas se você tem alguma dúvida, eles te orientam na hora ou pelo menos, onde pode encontrar a solução.

Na hospedagem gratuíta, a ajuda é praticamente toda escrita e você já deve ter percebido o quanto isso é insuficiente. Você lê a pergunta da FAQ do site e ainda não entende alguma coisa.

Procura outra pergunta e nada que responda a sua dúvida. Lê todas e continua com dúvida. Manda um e-mail no formulário de Contato e depois de esperar dois dias sem resposta, faz do jeito que entendeu e dali a um ou dois dias descobre que entendeu errado e tem que refazer seu trabalho.

Na hospedagem paga, você contata a Hospedagem e esclarece a dúvida da dúvida. Mesmo que lhe digam que não é com eles, eles apontarão o caminho a seguir.

Assim, se você esta começando e quer aprender. Se tem tempo livre e não tem pressa para criar seu blog. Se tem uma conexão rápida e hardware de boa qualidade. Se seu blog é algo simples e você pretende mantê-lo para aprendizado e uso ocasional, pode optar pela Hospedagem gratuíta.

Mas, se você tem pressa das coisas, não tem muito tempo disponível, tem muitas dúvidas e insegurança nos procedimentos, procure a Hospedagem Paga. Eu por exemplo, escolhi a Hostnet, porque achei a estrutura mais preparada para grandes demandas.

É difícil escolher um bom nome para o seu Blog!

domingo, 8 de junho de 2008

Continuando a desenvolver meu Blog, surgiram as dificuldades da escolha do nome. Foram dezenas de leituras de post e artigos para entender a importância da escolha do nome do Blog.

Tentei várias combinações, anagramas, nomes e palavras, e sempre ia testar na busca do Google para ver já existiam. Foram dezenas de tentativas.

Após alguns dias, consegui achar um que me agradou e que não existia na Internet e me larguei no Wordpress. Vamos às dicas para escolher o nome:

1° – Escolha um bom nome para o blog

Esse pode ser talvez o ponto mais importante. Escolhido e implantado, você poderá ficar meses sem boa audiência porque pode ser um nome difícil de ler, de lembrar ou entender, ou digitar e os internautas não vão perder tempo tentando achar seu blog.

Eles vão acessar o Blog com nome fácil de lembrar, fácil de achar, fácil de falar com os amigos sem ter que soletrar.

Que tal criar o blog “Pgleve”(pegue leve)? É um tiro no pé. Todo mundo vai digitar “pegueleve ou pagueeleve” e se não achar na primeira vez, vai buscar outro site. o “Blog Protobercia” também não é atraente e fácil de digitar.

A escolha é livre (desde que já não exista outro igual), mas convêm facilitar e dar credibilidade ao seu blog já a partir do nome. Quem confiaria num blog de opinião, que tivesse o nome de “Certheza”. O visitante pensaria: “Esse não tem certeza nem de como se escreve o nome do seu blog”.

Nomes com letras mudas como “Chronos” vão ser digitados como “cronos” e dar resultados diferentes, e é um a menos na sua visitação. Lembre-se que temos 40 milhões de internautas e nem todos entendem de grego, anagramas, latim, tecnologia de ponta e outros assuntos do qual domine.

Também não pense em “Peiche”, “Witória”, “Excândaloso” ou outros erros de grafia, porque além de digitar certo, seu visitante pode achar que pelo nome do Blog, você deve ser péssimo em português. Parece irrônico e bonito para você, mas aparece mais como falta de conhecimento da grafia brasileira.

Além disso, se escolher um domínio e pagá-lo, não terá mais como mudar o nome do blog sem desembolsar grana de novo, e, ainda correndo o risco do novo domínio pretendido já estar sendo utilizado.

Manter o domínio antigo e mudar o nome do Blog, vai ficar bem estranho para o visitante que já vai ficar com um pé atrás em relação ao seu conteúdo. Já pensou em digitar “blog.com” e aparecer “bleg.com”? No mínimo você acha que não é ali que deveria estar.

Ps: Depois de três meses, pesquisando minha colocação no Google, achei um blog com um nome quase idêntico em Portugal. Ainda bem que não tem nada a ver com o meu. Viu como pode ser difícil escolher um nome único?

Nas próximas horas, irei postar os passos seguintes.