Cada vez mais, meus conceitos, opiniões e valores sobre a vida estão mudando.
Depois de virar pai, praticamente caíram por terra todos meus preconceitos, temores, dúvidas e outras picuínhas da vida e passei a pensar apenas no bem estar da minha “pequerrucha”.
Não há dia em que não pense no que eu estou fazendo e se isso vai ajudar a criá-la com amor, paz, saúde e condições financeiras.
Você passa a ter em mente apenas o bem estar da sua filha, não importando nem o seu próprio bem estar.
Você passa a noite em claro, velando o sono dela. Sente a dor, quando se machuca. Brinca horas com ela, mesmo moído do trabalho. Carrega-á por horas, mesmo quando você não poderia por causa da coluna.
De certa forma isto é errado, pois se você não estiver bem, com saúde e atento a eles, seus filhos não ficarão bem, porque você é o esteio psicológico, afetivo e até financeiro deles.
Quando sacrificamos nosso descanso ou esquecemos nossas dores para dar atenção e cuidados para nossos pimpolhos, estamos possivelmente expondo-os ao risco de um acidente na estrada, ao desenvolvimento de uma doença que pode nos comprometer mais tarde, ao risco de dormirmos ou ficarmos desatentos exatamente quando precisarem de nossa ajuda.
Mas, só existe uma razão para esses nossos atos de “heroísmo irresponsável” com nossos filhos, tanto dos pais quanto das mães.
Chama-se Amor Incondicional.
Para as mães, acho que surge quando a criança é concebida. Para os pais, acho que surge quando a pegamos nos braços pela primeira vez.
Não há como fugir dele !
Por mim, já poderia morrer feliz, pois já tive a felicidade de pegar minha bebê por muitas horas, dias e meses.
Mas, se Deus quiser, ainda vou querer carregá-la por muitos anos. Meu amor incondicional só aumenta a cada dia.