O maior problema das Altas Habilidades não é estimular o Portador - Parte II
Como o Portador de Altas Habilidades - PAH vai se adaptar ao ritmo mais lento de aprendizado de qualquer grupo não-PAH que conviver (e serão centenas durante sua vida) e como vai lidar com a rejeição e agressividade desses grupos.
Este deveria ser o “X” das pesquisas sobre Altas Habilidades!
Como uma criança Portadora de Altas Habilidade - PAH “compreenderá e aceitará a diferença desfavorável dos outros”, já que ela desde cedo apresentará evolução muito superior aos de sua idade e até comparado à jovens e adultos de suas relações próximas.
Ela manuseará aos 2 anos, um controle remoto de DVD enquanto o avô de 70 anos, nem sabe ligar o aparelho. Ela, apenas de olhar o pai fazer, desmontará uma caixinha de música com parafusos de “relógio”, com a chave Philips.
Atualmente, se tiver acesso à Internet, ela terá conhecimentos ilimitados sobre variados assuntos, os quais uma criança normal levaria até o Ensino Médio para adquirir. Ela aprenderá algo na escola em uma simples explicação, enquanto o resto da turma levará meses para assimilar o mesmo conteúdo.
Como será seu raciocínio já que “ela aprendeu com uma explicação, ou duas, no máximo”, enquanto os outros coleguinhas demoraram meses?
- “Porque eles são tão burros?” deve ecoar por muitos anos em sua cabecinha!
E o conceito de “burro” não foi ela que criou. Ela aprendeu por ouvir adultos ou crianças se referindo a quem “não aprende rápido”.
Isso vai gerar uma frustração enorme (que cresce exponencialmente), já que na maioria dos fatos que ocorrerem em sua vida, a diferença de velocidade de aprendizado ou de conhecimento será claramente perceptível.
Ela estará sempre tendo que freiar seu intelecto ou dispersar-se em outra atividade para permitir que seu grupo a acompanhe e aceite. Afinal, desde novinha sofrerá pressões, não para desenvolver-se, mas para tornar-se “normal”.
Ela aprenderá uma brincadeira em minutos, os outros precisarão de dias. Ela aprenderá a taboada em dias, enquanto alguns colegas chegarão à faculdade contando nos dedos. Ela compreenderá um filme na primeira sessão, enquanto que um adulto não conseguirá entender. Ela aprenderá coisas via TV ou Internet que seus pais nem sonham existir.
Aos poucos e a custa de muitos atritos, ela terá que se conformar em diminuir o ritmo para não ser excluída.
Como entender que precisará esperar um semestre ou um ano para aprender coisas “do ano seguinte”? E quando chegar o começo do 2° ano, e ela já estiver no nível de fim do 3° ano!? E aquela interminável 5ª re-explicação da professora sobre um assunto que ela já sabia?
Se reclamar, leva “esporo” da turma e dos próprios professores, pois são poucos os professores, ou poder-se-ia dizer: - “Conta-se nos dedos, os professores de um estado que tenham didática para lidar com um PAH.
Rapidinho, um promissor PAH pode tornar-se um “eminente problema escolar” pela inconformidade e dispersão do seu intelecto, obrigado a adaptar-se aos “normais”.
Seja por pressão dos próprios pais, colegas ou professores ou pela própria percepção do Portador de Altas Habilidades, que ansiará por inserir-se no grupo.
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Tags: Altas Habilidades, bullying, discriminação, inclusão social, PAH