A emoção de Pai quando a bebê diz “Fess côco!”

Se me contassem a alguns anos atrás, juro que não acreditaria.

Uma noite dessas, estava incumbido da prazerosa tarefa de cuidar de minha princesinha de 1 ano e 9 meses. Depois do tradicional passeio ao parquinho e do passeio no vovô Chico, encarei 02 horas de brincadeiras e eu estava exausto. Minha Bélli estava elétrica como sempre, subindo nas cadeirinhas e mesinha, descendo, jogando bola, rolando nos colchonetes, andando pelo apartamento todo.

Nesse meio tempo, fiz seu suco de maracujá e como sempre tenho a auxiliar trepada na cadeira ajudando o papai em tudo, a sapeca consegue pegar o açucareiro e vira no chão da cozinha.

Aspirado o açúcar do chão, com a minha ajudante varrendo o chão com sua vassourinha e pazinha, terminei o suco e fomos assistir um desenho animado no DVD.

Ela agarra minhas calças, me puxando para o chão, espera eu deitar nos colchonetes e almofadas do seu quartinho de brincadeiras e depois se esparrama sobre meu colo, toda posuda. Pega o controle do DVD e avança ou retorna o desenho, escolhendo as partes que mais gosta.

Para mim, é uma folga na minha hérnia de disco, já que acompanhar a energia da pequenina é bem complicado.

Geralmente, depois de uma meia hora assim, se esta cansada, ela se aninha do meu lado, deitando a cabecinha no meu peito e continuamos o filme.

Mas hoje, estava cheia de energia e recomeçou a brincar, rindo, pulando e papeando na sua linguagem ainda indecifrável, limitada a cerca de umas vinte palavras.

Lá pelas tantas, senta-se quietinha e fica com uma carinha meio envergonhada e logo percebo os sinais conhecidos de que esta fazendo cocô. Tranqüilizo a pequena, lhe dizendo que não tem problema e que o papai vai esperar ela terminar e depois trocar a fralda. Que não tem problema nenhum ela fazer na fraldinha.

Ela faz as caretas de força e depois de terminar com uns peidinhos, me agarra no braço puxando minha cabeça para perto de si, toda envergonhada e diz: “Fess totô!”

Caramba! Nunca pensei que pudesse ficar emocionado com isso. Meus olhos ficam marejados. Sentir a emoção de ver que esse serzinho abençoado esta crescendo e mais ainda, confia em você para pedir ajuda em algo que já considera um incômodo. É como se aquele serzinho sussurrasse em seu ouvido: “Papai, confio em você. Preciso de ajuda.”

Ela se pendura no meu pescoço para que a leve ao trocador. Troco a fralda repleta de cocôzinho, feliz como se estivesse mexendo no glacê de um bolo. Sinto uma felicidade indescritível. “Minha filhinha confia em mim.”

Pensava que só as mães pudessem e tivessem esse prazer.

Como é bom ser papai.

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