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Fatores externos que iniciam um ataque de abelhas africanizadas

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Entre os principais fatores desencadeadores de ataques de abelhas do gênero apis aos humanos e animais, estão:

  • pessoas cruzam a linha de vôo das abelhas: como numa pista de aeroporto, as abelhas tem uma rota ao sair e chegar na colméia. Quando um humano ou animal cruza constantemente essa “pista virtual”, as abelhas ficam irritadas e atacam esse intruso;
  • movimentar-se com roupas coloridas no campo visual das sentinelas da entrada: crianças brincando ou pessoas cruzando no espaço visual das sentinelas da entrada da colméia ou das abelhas em vôo, podem provocar uma “decolagem para investigação”, atitude agressiva da pessoa que mata uma ou duas abelhas e deflagra um ataque;
  • fazer barulho excessivo, principalmente pancadas e vibrações: as abelhas ouvem e sentem nas patas através das vibrações do ar e do solo. Então, sons metálicos ou secos como marteladas, enxadadas, vibrador de concreto, furadeiras de concreto; podem atrair abelhas enfurecidas.
    Outro risco da vibração é o descolamento (quebra) de favos de mel no interior da colméia. Como são pesados, a vibração de marteladas pode rompê-los esmagando centenas de abelhas. O mel escorrido provoca pilhagem e consequentemente, o enfurecimento em relação ao martelador. Cabe dizer que, som alto de música necessariamente não irá atraí-las. Alguns gêneros podem ter influência, como o popular “bate-estaca”, que se assemelha às marteladas.
    O barulho de veículos (tratores, carros, etc.) não as incomoda. O que as incomoda é o cheiro do escapamento (diesel);
  • usar produtos com cheiro forte, como ceras, tintas, perfumes: ao aplicar produtos com cheiro forte cujo cheiro atinja a colméia, provocará agressividade e ataque. O ataque às tintas e ceras não é tão frequente e percebível porque as abelhas vêem e sentem o cheiro em extensas áreas do chão ou parede “fedidas” e se não detectam movimento (do aplicador), ficam irritadas, mas não descontam sua fúria em ninguém.
    Já no caso do perfume, além de ser concentrado em um local (corpo da pessoa), este cheiro “se movimenta” e tentará agredí-las (defesa do humano) e então será furiosamente atacado.
    O cheiro de diesel queimado dos escapamentos de veículos é um convite à confusão com abelhas. Elas simplesmente detestam óleo diesel;
  • cheiros naturais não suportáveis pelas abelhas: alguns cheiros provocam irritação nas abelhas, como o suor humano e os cheiros de estrume de porco e galinha em fermentação (gás metano).
    Em ambas as situações, o local ou pessoa exalando algum desses cheiros irá atrair abelhas irritadas, que tentarão afastar ou eliminar o cheiro desagradável, atacando qualquer coisa que se mexa. Coitado dos animais que não tem para onde correr.
  • usar veneno para combatê-las: pior que usar veneno é colocá-lo de maneira errada. Ao colocar veneno, a maioria das pessoas acha que irá matar o enxame inteiro. O que consegue é apenas irritá-lo profundamente.
    Tentar matar 30 mil abelhas aplicando um spray de inseticida é inútil. O primeiro grupo que é contaminado morre na entrada da colméia, bloqueando a passagem do veneno para o interior. Além disso, geralmente colméias instaladas em casas ou murros, geralmente tem inúmeros “desvios e furos” por onde sair. Então, enquanto você aplica veneno na entrada, o grosso do enxame foge pelos labirintos internos e entra uns 10 metros adentro e nunca será atingido. Pelo contrário, ao retornar e ver as milhares de abelhas mortas, ficará mais agressivo ainda.
  • acender luzes no campo visual da entrada da colméia: esse é o caso de enxames que se instalam próximos a postes de luz ou cuja lâmpada de uma casa ilumine exatamente a entrada da colméia. Ao acender a luz, inúmeras abelhas vão investigar o “sol” que acendeu no escuro e aí, ocorrem frequentes ataques. Uma solução simples é colocar um “sombreador” na entrada delas. Uma simples lata ou tampa plástica que faça sombra sobre a entrada da colméia quando a luz é ligada;
  • deixar produtos doces expostos ao sol, sem tampar ou cobrir nesse caso, por descuido ou desconhecimento, a pessoa deixa açucar, mel ou qualquer outro doce sobre um balcão e as abelhas, quando estão passando fome, vão comer o “doce” para alimentar-se, provocando a conhecida “pilhagem”. Pilhagem de abelhas é sinônimo de confusão, agressividade e ataque generalizado.
  • matar abelhas da colméia por esmagamento mesmo não estando próximos de uma colméia, os feromônios (cheiros) do corpo esmagado de uma abelha, ativam o instinto de defesa (agressividade) das abelhas próximas e/ou da colméia toda. Então, ao esmagar acidentalmenteuma abelha pode-se deflagar um ataque do enxame para o local do esmagamento;
  • tentar dar um tapa numa abelha bisbilhoteira: nesse caso, um grande número de ataques começa com a inadequada e desproporcional tentativa de livrar-se de uma abelha que esta voando ao seu redor. Geralmente ela esta apenas “patrulhado e investigando”. Se pudéssemos ler seu pensamento, seria: - O que será que é esse objeto colorido em movimento?”.
    Ela iria concluir que não é uma flor e nem é uma ameaça. Só que antes que consiga ir embora com essa conclusão, quase leva um tapa ou jornalada e então, altera sua postura de “investigadora” para “combatente”.
    É necessário ressaltar que só pessoas muito agéis conseguem atingir uma abelha com um tapa. Praticamente 99,99% erra o tapa e acaba levando a ferroada, não porque errou o tapa, mas porque dêu o tapa. É mais simples e seguro, apenas baixar os olhos, cobrir o rosto com uma revista ou esconder o rosto atrás de uma coluna ou parede. A abelha perderá o interesse em minutos e irá embora.
  • atirar objetos ou veneno em enxames pousados: estas atitudes deveriam ser classificados como crime, porque as abelhas pousadas estão pacificamente esperando que “batedoras” encontrem um local para o enxame se instalar. Não irão atacar ninguém. Pode ser que se instalem a mais de 5 ou 10 km dali (o que não afeta as pessoas do local onde estão pousadas).
    Então, aplicar veneno ou atirar objetos (ou qualquer outra forma de interferência) sobre um enxame pousado é pedir confusão e expor à risco de morte as pessoas próximas do local. Em qualquer caso de enxame pousado, o nível de agressividade do enxame é sempre desconhecido, podendo ser:
    - um enxame extremamente pacífico que vai alçar vôo, fugindo e desaparecendo em minutos, ou
    - um enxame suicida, que vai ficar voando no local e atacar até que a última abelha morra.
    Esse grau de agressividade é impossível de ser estimado porque a cada rainha nova do enxame, não há como saber quais os genes que predominaram na sua fecundação (se de machos africanos ou europeus). Também, é impossível saber de que local vieram aquelas abelhas. “Os 20 enxames do apiário mais próximo podem ser mansos, mas como saber o enxame pousado veio dali? Veja Ataque de abelhas melíferas - Porque elas atacam as pessoas?
  • colocar fogo em uma colméia: até pode surtir efeito se a quantidade de combustível for grande, mas mesmo assim, centenas de abelhas que estão no campo retornarão e ao ver sua “casa em chamas”, vão ficar furiosas e partir para o ataque de qualquer coisa que se mova.
    Se for queimar um enxame extremamente agressivo, faça-o à noite e com boa quantidade de combustível espalhada em volta de toda caixa.
  • derrubar ou arrombar uma caixa de abelhas: este tipo de acidente pode ocorrer em colméias manejadas pelo homem, que por acidente caem (ataque de tatus, gado que esbarra, cavalete podre, manejo inadequado do apicultor), espalhando o enxame pelo chão.
    Independentemente do que provocou a queda, a tendência é uma guerra generalizada no local, espalhando-se por uns 500 metros de raio, causado pela irritação provocada pela morte das abelhas (esmagamento) seguida da “pilhagem” generalizada que ocorrerá na caixa espatifada.
    Neste caso, só resta usar medidas de proteção às possíveis vítimas, porque não há o que fazer quanto ao acidente, pois é impossível o apicultor manejar um enxame enfurecido por este acidente.
  • Agora que você já conhece os fatores desencadeadores da agressividade das abelhas, aprenda Como controlar o ataque de abelhas apis africanizadas.

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    Como controlar o ataque de um enxame de abelhas africanizadas

    quarta-feira, 5 de novembro de 2008

    O ataque mais violento e com consequências mais graves ocorre sempre envolvendo um enxame de abelhas apis melífera africanizadas, que são abelhas européias mestiças, com uma grande concentração de genes africanos e baixo nível de genes das raças mansas européias.

    Os ataques se dão geralmente em três situações:

    • enxame de abelhas instalado em algum local (ninho/colméia) que é incomodado por algum fator externo;
    • enxame de abelhas pousado em árvore ou algum outro local (o conhecido bolo de abelhas), que é incomodado por algum fator fator externo;
    • enxame de abelhas em migração (enxameação), que transitam pacificamente em áreas rurais e em alguns casos, dentro da cidade, e acabam criando pânico pelo barulho, forma de locomoção e eventuais picadas geradas por esse pânico.

    O princípio dos ataques esta baseado sempre em uma ou mais causas relatadas no artigo Fatores externos que iniciam um ataque de abelhas africanizadas.

    As formas de combater e debelar um ataque de um enxame de abelhas em qualquer situação, consiste em utilizar uma ou mais estratégias conjuntas ou todas as citadas abaixo.

    Vamos numerá-las apenas para facilitar a compreensão geral:

  • 1) Eliminação dos alvos visuais da área: neste aspecto, incluí-se afastar dentro do possível, qualquer ser vivo ou objeto que produza movimento ou cheiro na área, mormente os humanos.
    Quanto menos gente andando ou correndo, mais rápido ocorre a reversão pelas próprias abelhas do instinto de ataque.
    Medida eficaz é restringir os alvos visuais das abelhas à pessoas vestidas de branco ou azul claro (cores invisíveis às abelhas). As demais (inclusive bombeiros) devem camuflar-se atrás de qualquer obstáculo (árvore, arbusto, pilar, placa de trânsito, carro), sempre com o rosto na direção do obstáculo, pois ao contornar o obstáculo a abelha não será atraída pelos olhos.
    Fechar o trânsito ajuda a controlar o espaço de ação das abelhas, pois os veículos, além do barulho e do cheiro do escapamento, representam um objeto em movimento. A abelha agressiva vai em direção do veículo em movimento e encontra um monte de gente escondida por ali, que vai se assustar e correr. Ponto para a abelha. “Ela achou o que estava procurando.”
  • 2) Contenção do aumento do número de abelhas atacantes: visa parar o aumento geométrico de agressoras. Uma abelha irritada retorna à colméia e induz centenas de abelhas para o ataque. Uma centena, retorna para a colméia e induz milhares.
    É imprescindível frear esse retorno à colméia e/ou a saída de novas atacantes. Então, pode-se agir sobre dois pontos.

      1°) Localização do enxame. Se for conhecido o local da colméia, deve-se rapidamente ir ao local e obstruir parcialmente a entrada com um galho, jornal enrolado, ou objeto resistente que não possa ser retirado pelas abelhas.
      A obstrução deve deixar aproximadamente um espaço de passagem para 01 (uma) só abelha entrar ou sair (um dedo mindinho pequeno). Essa obstrução faz com que ocorra um congestionamento natural na colméia. Enquanto centenas de abelhas querem sair para atacar, outra centena de abelhas chega do campo para entrar na colméia com comida. É instinto natural de que, quem alimenta a colméia tem preferência de entrada e em segundos cria-se um bloqueio em que entrarão mais abelhas do que saírão, além de que o enxame se concentrará em desobstruir a entrada, o que levará horas ou dias.
      Fechar totalmente, tem efeito contrário, pois as que ficam presas ficam mais furiosas e as que já estão fora, ao invés de entrar, vão ficar irritadas porque não conseguem entrar e começar a voar em círculos, tornando-se parte do ataque que estava ocorrendo.
      Se as que estavam presas conseguirem remover o tampão da colméia (e elas tem uma força e técnicas inacreditáveis para isso), sairão atacando furiosamente.
      2°) O ataque das abelhas é feito por via área, e sem voar, não há ataque. Eu digo sempre que é preferível gastar cem caminhões de água aspergida sobre um ataque de abelhas do que ter uma única vítima fatal.
      A explicação é simples. Os únicos fatores que impedem a abelha de voar são o fogo e a água. Você não pode incinerar uma casa ou um parque, mas pode jatear as atacantes com água sob pressão em chuviscos finos (seja com a mangueira de casa ou a dos bombeiros), e continuar simulando uma chuva, molhando assim as asas das abelhas e eliminando os raios de vôo dos ataques.
      Eliminado o círculo de vôo característico dos ataques, a população (humana) se acalma, as abelhas estão molhadas no chão ou nas árvores sem voar e as coisas se acalmam por algumas horas (e geralmente até anoitecer).
      Instintivamente, as abelhas que não são molhadas retornam à colméia pois embora voem sob chuva, sua natureza determina o retorno à sua colméia quando ameaça chover.
      Outro uso da água, refere-se aos enxames pousados em arbustos ou galhos, cujo hábito é lançar centenas de abelhas em vôos circulares que acabam atingindo pessoas ou animais e causando ataques. Molhar bem este bolo, mas delicadamente, com jatos de gotículas bem finas (névoa), faz com que as abelhas concentrem-se na tentativa de proteger a rainha (no meio do bolo) da “suposta chuva” e a medida que as abelhas voadoras vão pousando no bolo, são imobilizadas pela água que lhes impede de alçar novos vôos.
      Só tome cuidado para não dar uma jateada forte de água, porque além do esparramo de abelhas, a agressividade se manifestará imediatamente em represália.
  • 3) Controle e redução da expansão da área do ataque: Esta ação é determinada pelo fato de que as abelhas tem a tendência de alçar vôos circulares de alguns metros em volta do local onde estão. Só que esse movimento circular vai deslocando-se sempre na direção em que vislumbrar algum movimento, atacando áreas muito afastadas da colméia.
    Dá a impressão de que a abelha esta perseguindo a pessoa, mas na verdade, ela dá várias voltas em círculos cilíndricos ou ovais e se ao passar nesses vôos de “reconhecimento”, ela não vislumbrar movimento (ou algo estranho), tenderá a continuar seus círculos, agora em direção à colméia.
    Então, fica claro que camuflar-se/esconder-se ou ficar imóvel reduz drasticamente o ataque de abelhas.
    Então, os câmeras, reporteres ou curiosos que olham o trabalho de combate ao ataque, devem ser obrigados a recuar para trás de obstáculos visuais para não expandir o raio de ação das abelhas.
    Outra forma de conter esse espaço é fixando lençois brancos em volta do local do enxame, num raio de 20 metros. Sem enxergar o movimento (atrás dos lençois), o enxame não ataca o que não vê e dificilmente irá voar até o tapume de lençois para “espiar sobre eles”.
    Já presenciei e controlei ataques de abelhas enfurecidas ficando a menos de 5 metros de grandes enxames, mas elas me ignoravam por estar camuflado no meio de um arbusto ou atrás de um tronco de árvore, absolutamente imóvel e sem respirar ofegantemente (com macacão e máscara brancos).
  • 4) Proteção de áreas de segurança: chamo de áreas de segurança os locais onde as pessoas possam se esconder, como casas, quartinhos, carros, cortinas, armários.
    Embora alguém possa até estar rindo, já ouvi várias histórias verídicas de gente que se fechou no ármário do quarto ou na despensa da casa para escapar de abelhas.
    Risadas à parte, qualquer local escuro ou fechado é seguro. Até embaixo de uma coberta grossa ou lençol branco. As abelhas não atacam o que não vêem, o que não se mexe ou que não tenha cheiro forte.
    Proteger as áreas de segurança envolve o trabalho de fechar portas, janelas ou qualquer abertura que dê acesso as abelhas, escurecendo o interior do local (desligar as luzes).
    Isso vale para lojas inclusive. Não adianta fechar a porta, se as vitrines e luzes internas estão acesas. As abelhas são atraídas pelos raios de luz artificial e grudam nos vidros, mais pela luz do que pela raiva. Fique no escuro alguns minutos, perca algumas vendas, mas não perca um cliente ferroado.
    Aplicar inseticidas aerosóis nas janelas fechadas (aplicar só um pouco por dentro), matará as abelhas que estiverem dentro e afugentará as que estiverem tentando entrar.
    Utilizar-se de cortina de fumaça (veja item 7) ou apenas de uma lata com brasas soltando fumaça, inibe e/ou bloqueia a visão dos alvos das abelhas.
    Carros com as janelas fechadas não deixam entrar abelhas, e até que alguém não resolva fazer um filme, elas não sabem abrir maçanetas e nem quebrar vidros. Se entraram algumas abelhas junto com você, tire a camisa ou a blusa e esmague-as contra o vidro. Depois, relaxe. Não tente matá-las no tapa. Elas são muito rápidas.
  • 5) Dar condições de defesa e sobrevivência aos animais: algumas atitudes simples, podem salvar os animais de estimação ou de criação. Soltar animais presos para que possam correr das abelhas ou levâ-los para dentro (melhor um cão ou uma vaca sujando a garagem ou a área de serviço do que mortos). Pegar as galinhas no pátio será mais fácil do que enterrar todas envenenadas pelas abelhas.
    O gado e outros animais se embrenhará pelo potreiro e provavelmente receberá menos picadas solto do que preso.
    Porcos e animais que não possam ser soltos, podem ser protegidos com fumaça que afugenta as abelhas (lata com material queimado em brasas e com outra substância úmida em cima) ou chuvisco d’água (mangueira de água lavando os porcos reduz o cheiro e molha as agressoras).
  • 6) Uso de chamariz para concentração do ataque: Esta técnica diz respeito ao seguinte fato. Determinados enxames são extremamente agressivos, o que se percebe pelo raio de ação dos ataques, que espalha-se por mais de 200 metros.
    Enxames assim devem ser eliminados, pois apresentam elevado grau de genes africanos. Eliminar um enxame espalhado é impossível, mas você pode fazê-las concentrar o ataque em algum objeto ou local.
    Aprendi isso ao verificar que as abelhas africanas de um enxame atacavam o boneco de pelúcia do chaveiro do meu carro, pois não conseguiam me ferroar com o macacão e a máscara. Em minutos ele levou umas 100 ferroadas (ele levou e eu não).
    Pegue um travesseiro de tecido fofo (melhor bem escuro ou colorido do que claro), amarre uma corda de 1 metro no meio, jogue um pouco de perfume forte (cheiro forte) e dê umas “travesseiradas” nas abelhas num local próximo do enxame ou do ataque (provoque as abelhas contra o travesseiro). Depois de ver que ele foi ferroado, amarre o travesseiro pendurado e deixe-o balançando. O movimento, o perfume e o cheiro do feromônio do ferrão no travesseiro vão fazê-las atacar o coitado impiedosamente.
    Cada abelha que ferroá-lo, perde o ferrão no travesseiro e não poderá ferroar um humano ou animal. Serão centenas a menos no ataque contra as pessoas e os animais e em poucas horas estarão mortas.
  • 7) Uso intensivo de fumaça: seja por sufocação (pela grande quantidade de fumaça) seja pelo instinto de sobrevivência que faz as abelhas retornarem à colméia para comer o mel e assim, permitir a reconstrução da colméia após o “suposto incêndio”, a fumaça é um eficiente meio de controle de abelhas mansas ou agressivas.
    Os únicos inconvenientes disso são o cheiro e a sufocação humana pela fumaça (melhor isso que as ferroadas) e a necessidade de equipamento profissional de apicultor - o fumigador grande - capaz de produzir fumaça suficiente para encher o espaço de uma casa em 05 minutos, tamanha sua capacidade de produção. É necessário um saco de 50 litros de maravalha seca e muita força para bombar o fumigador em grossas nuvens de fumaça. O aplicador, devidamente vestido com macacão de apicultor e máscara (brancos) deve ter habilidade para não sufocar-se no meio de tanta fumaça.
    Equipamentos assim, podem produzir uma nuvem de fumaça que isole o local do enxame (ou do ataque) forçando as abelhas a agrupar-se e confundindo-as quanto aos seus alvos de ataque. Dois fumigadores podem controlar um ataque de abelhas “brincando”, pois manteriam um espaço de um campo de futebol em uma nuvem de fumaça por uma tarde inteira.
    Combinado com a aspersão de água, a aplicação de fumaça com fumigador debela rapidamente um ataque de abelhas.
  • 8) Bater com o fundo de uma colher em uma tampa de panela ou na própria panela de alumínio: este som provoca um instinto natural do enxame concentrar-se em algum local, possivelmente por desorientar os sensores de navegação das abelhas.
    Esta técnica é empírica, mas funciona muito bem. Serve para os casos dos enxames pousados (induz as abelhas que voam a pousar no bolo) e para os enxames em deslocamento (induz ao pouso em um local próximo (geralmente galho ou arbusto), onde pode ser capturado ou controlado.
    Claro que não adianta bater na tampa da panela enquanto se esta sendo ferroado. A técnica serve para enxames que estão cruzando determinado local, causando transtornos e enxames pousados com muito movimento de abelhas. Devidamente protegido com máscara e macacão, ou atrás de um arbusto ou oculto atrás de uma janela, cuja cortina esteja fechada, a batida deve ser constante: “pã, pã, pã, pã, pã, pã, pã, pã,pã, pã,pã, pã” durante vários minutos. E se possível, várias pessoas ao mesmo tempo.
    O enxame voando tenderá a baixar logo adiante, assim que achar uma árvore/arbusto aceitável pelas abelhas. Isso reduzirá o volume de abelhas voando de 20 a 40 mil abelhas, para alguns milhares, o que ajuda muito no controle de agressões.
  • 9) Construção de um tapume colorido a cerca de 1 ou 2 metros da entrada da colméia: colocando-se um tapume de 2 metros de altura em frente a entrada da colméia e isolando-se as saídas laterais com tapumes da mesma altura, só restará as abelhas alçarem vôo em ângulos de 45° graus ou superior.
    Isto faz com que as vigias da entrada da colméia não vejam as pessoas que passam em frente ao enxame e provoca uma alteração na rota de vôo das abelhas campeiras (coletoras de pólem e néctar), que frequentemente colidem com as pessoas, quando saem em ângulos de 5° à 15°, pois levam de 15 a 50 metros para atingirem uma altura que passaria sobre a cabeça dos transeuntes.
    Elevando-se o ângulo de decolagem, as campeiras estarão preocupadas em decolar sem colidir com o obstáculo e pousar sem colidir com o obstáculo, não prestando atenção se tem uma criança, cachorro, ciclista ou qualquer coisa do lado de fora do tapume.
    Esses tapumes podem ser integrados à paisagem, pintando-se de cores verdes (estilo camuflagem militar), passando a ser vistos pelas abelhas como “arbusto” e pelos transeuntes, mediante identificação com placa ou pintura de que atrás existem abelhas.
    Simples, bonito, barato e seguro!
  • Qualquer das ações acima são recomendadas para evitar, conter ou debelar o ataque de enxames de abelhas, mas algumas tem maior eficácia de acordo com o tipo de ataque. Cabe ao usuário, principalmente os bombeiros que prestam este tipo de socorro, ir aprendendo a utilizá-las.

    Caso queira aprender como controlar ataques de apenas algumas abelhas, veja o artigo Como controlar o ataque de poucas abelhas apis africanizadas.

    **Autorizada a reprodução em qualquer meio, desde que citada a fonte “http://miguescriba.com.br”

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    Como controlar o ataque de umas poucas abelhas apis africanizadas

    quarta-feira, 5 de novembro de 2008

    A maioria dos acidentes com ataques de abelhas envolvem apenas uma ou poucas pessoas e algumas poucas abelhas.

    Ocorrem principalmente ao ar livre, em parques, camping e áreas rurais. Seja por distração, descuido, desconhecimento ou mesmo irresponsabilidade, o ataque é sempre imprevisível e geralmente termina da mesma maneira que começou. Dê súbito.

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    Os fatores provocam o ataque das abelhas aos humanos e animais são relacionados no artigo Fatores externos que iniciam um ataque de abelhas africanizadas.

    Caso queira aprender como controlar o ataque de um enxame de abelhas, veja o artigo Como controlar o ataque de um enxame de abelhas apis africanizadas.

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