Ensinar e incentivar o aprendizado do bebê não é “amestrar um mascote”
segunda-feira, 15 de setembro de 2008Algumas vezes, ao mostrar aos parentes ou amigos como havia ensinado a minha princesinha a engatinhar, andar, subir escadas e muitas outras coisas, eles me disseram: - “Nossa, você parece estar treinando um cachorrinho. Usa bolinhas, cordinhas, repetição, etc. Ela não iria aprender sozinha mesmo sem você fazer isso?”
É evidente que um bebê aprenderá sozinho, mesmo que você não faça nada para estimulá-lo. Só que demorará muito mais e seu desenvolvimento será menos abrangente e seguro - menos opções de escolha para o bebê e mais acidentes.
Pode até parecer que você esta treinando seu bebê como a um animalzinho amestrado, mas é claro que a intenção não é essa.
O bebê, assim como também os animais, adquire suas habilidades através das experiências, do uso dos sentidos e do processo de repetição dessas vivências boas ou ruins que ocorrem durante sua vida.
A única coisa que os bebês aprendem de sopetão, de uma vez, são os traumas negativos provocados por acidentes físicos ou emocionais, como um machucado ou perda de um ente querido. Mas esse não é o aprendizado que queremos dar a eles.
Como pais e mães conscientes e amorosos, queremos sempre propiciar experiências positivas e aprendizados novos e seguros para nossos bebês e filhos.
Então o que podemos fazer é antecipar as experiências - sejam boas ou ruins - e torná-las agradáveis, seguras e instrutivas, ou também, menos negativas.
Você não precisa ensiná-lo a subir escadas. Ele aprenderá por si só. Mas vai te dar uns belos sustos ao quase cair dela, ou pior, se tiver a infelicidade de cair mesmo.
Nessa hora, os pais se perguntam: - “Porque eu não cuidei dele?”
Acredito que a pergunta correta seria: - “Porque eu não o ensinei desde pequeno a enfrentar essa situação com cuidado ?”
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