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Dicas - Como estimular o bebê a engatinhar e andar de maneira bem simples

domingo, 14 de setembro de 2008

Uma das coisas que me fascinava era o aprendizado do bebê a engatinhar e depois andar. Então, desenvolvi um método até engraçado para estimular minha princesinha de 9 meses. Vou compartilhá-lo em vários post, como uma série, para ficar mais claro.
Como entendo que preciso aprender muitas coisas para ser um bom pai, fico constantemente lendo e relendo todo tipo de assunto que se relacione ao desenvolvimento dos filhos e à sua educação. Além disso, procuro sempre encaixar algumas técnicas e conceitos aprendidos ao longo da vida, afinal nem tudo esta escrito nos livros e experiência também conta.

Atividade 01 para começar a engatinhar

Quando ela ficava de barriga para baixo, apoiada nos bracinhos, não tinha força para arrastar-se só com as mãos, porque ainda não se impulsionava com os joelhos. Então, eu deitava ao lado dela no tapete da sala e me arrastava, imitando sua posição e chamando atenção dela para o movimento que fazia com os braços e as pernas, para impulsionar-me.

Minha esposa e meus sobrinhos riam daquele marmanjão tentando se arrastar pelo chão, fazendo força e barulho para chamar a atenção da bebêzinha, mas que funcionou, funcionou.

Eu também mostrava o movimento coordenado de alternar braços e pernas para ela conseguir engatinhar. Repetia dezenas de vezes, sempre brincando muito.

Para estimulá-la, colocava uns 50 cm na sua frente, uma bolinha colorida com a qual sempre brincava. Então ela se esforçava para alcançar a bolinha. À medida que progredia, aumentava a distância da bolinha.

Como eles copiam tudo que vêem, em dois dias, começou a fazer a alavanca com o joelho e a impulsionar-se para frente. No começo era uma tartaruguinha, mas um mês depois, parecia uma lebre. Em segundos sumia da sala.

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Auxiliando até um traficante a alimentar seus filhos

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Fiquei sabendo que um rapaz de 20 e poucos anos havia ficado viúvo da jovem esposa e estava desempregado, com 05 filhos pequenos. Uma escadinha de 2, 3, 5, 6 e 7 anos. O maior frequentava a escola e quando encontrávamos sua professora ela sempre nos contava:

- “Hoje ele contou que dormiram os 06 juntos para se esquentar (noite mais fria do ano).Hoje ele não tinha casaco (ou sapatos) e estava muito frio. Hoje ele não tinha merenda e eu dei a minha para ele. Hoje os colegas dividiram a merenda com ele. Hoje ele contou que ficaram sozinhos em casa porque o pai foi procurar emprego e só voltou a noite. Almoçaram pão e água.”

Ficamos comovidos. Ligamos para a assistência social do município e me responderam que já tinham “pobres demais”. Mandaram o pai se cadastrar no Bolsa Família (que após 05 anos ainda não chegou).

Resolvemos ajudar. Reduzir nosso gasto com supermercado e auxiliar a família. Não tinham cobertores e nem móveis básicos. Ajudamos no que pudemos e levamos vários ranchos durante meses. As crianças ficaram apegadas a nós. Os pequenos diziam: “Tio, rezei para o senhor ontem a noite.” Só isso, já compensou tudo que fizemos.

Cerca de 1,5 anos depois, descobri que o pai fora preso por tráfico. Na falta de emprego, partiu para um ramo mais “acessível” a quem não tem acesso à dignidade humana. Auxiliamos mais um tempo e aí, a avó das crianças mudou-se de outra cidade para cuidar das crianças. Era aposentada e podia dar algum sustento aos pequenos.

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Um pai e um bebê - sofrer por Amor Incondicional

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Cada vez mais, meus conceitos, opiniões e valores sobre a vida estão mudando.

Depois de virar pai, praticamente caíram por terra todos meus preconceitos, temores, dúvidas e outras picuínhas da vida e passei a pensar apenas no bem estar da minha “pequerrucha”.

Não há dia em que não pense no que eu estou fazendo e se isso vai ajudar a criá-la com amor, paz, saúde e condições financeiras.

Você passa a ter em mente apenas o bem estar da sua filha, não importando nem o seu próprio bem estar.

Você passa a noite em claro, velando o sono dela. Sente a dor, quando se machuca. Brinca horas com ela, mesmo moído do trabalho. Carrega-á por horas, mesmo quando você não poderia por causa da coluna.

De certa forma isto é errado, pois se você não estiver bem, com saúde e atento a eles, seus filhos não ficarão bem, porque você é o esteio psicológico, afetivo e até financeiro deles.

Quando sacrificamos nosso descanso ou esquecemos nossas dores para dar atenção e cuidados para nossos pimpolhos, estamos possivelmente expondo-os ao risco de um acidente na estrada, ao desenvolvimento de uma doença que pode nos comprometer mais tarde, ao risco de dormirmos ou ficarmos desatentos exatamente quando precisarem de nossa ajuda.

Mas, só existe uma razão para esses nossos atos de “heroísmo irresponsável” com nossos filhos, tanto dos pais quanto das mães.

Chama-se Amor Incondicional.

Para as mães, acho que surge quando a criança é concebida. Para os pais, acho que surge quando a pegamos nos braços pela primeira vez.

Não há como fugir dele !

Por mim, já poderia morrer feliz, pois já tive a felicidade de pegar minha bebê por muitas horas, dias e meses.

Mas, se Deus quiser, ainda vou querer carregá-la por muitos anos. Meu amor incondicional só aumenta a cada dia.