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O faro da minha sobrinha e os “chatos”

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Outra da minha sobrinha.

Quando era pequena, ficou traumatizada com o cheiro dos aromatizantes utilizados em carros. Como o pai mandava lavar a Pajero toda semana, os lava-rápidos aplicavam produtos e ceras com aromatizantes fortes e ela ficou sensível ao cheiro dos produtos.

Mesmo passados alguns anos sem usar os produtos, ela ainda sentia o cheiro, por menor que fossem. Era entrar em um carro e já dizia: - “Tem um cheiro…”

E certa feita, fomos para a praia de Itapema - Meia-Praia - SC. São 400 km de estrada. Normalmente, são 7 horas de viagem bem tranquila.

Sabendo do nariz sensível da sobrinha, deixei de mandar lavar o carro um mês antes. Só dava aquela limpada básica. Mal entra no carro, na hora da saída e já vem a primeira tirada:

- Que cheiro! Parece de sujeira!

Todos me olham, se segurando para não rir. E a viagem começa. São 400 km em que ela reclama de diversos cheiros do carro, da estrada e ninguém dá muita bola. Somente eu me segurando, com a tirada da saída da viagem.

Depois de 15 dias, estamos retornando. A praia estava maravilhosa e estávamos todos felizes. Não deu 10 km e começa a ladainha do cheiro.

Quando foi lá pela terceira reclamação dela, eu não me segurei:

- Sabe, minha sobrinha, eu acho que eu estou sentindo cheiro de “chato”. Sabe o que é “chato”?

Foi uma gargalhada geral. Até me repreenderam por ter sido duro demais com ela. E a viagem continuou tranqüila por umas 2 horas. Pelo menos tinham acabado as reclamações.

Andando a 100 km/h com o ar condicionado ligado, temos o azar de ficar atrás de um caminhão transportando porcos. Rodovia íngrime e tortuosa. Não tem como ultrapassar. São cinco minutos de um fedor infernal.

Todos se torcem e reclamam do cheiro. Eu exclamo:

- “Nossa, que fedor!”

E a minha sobrinha, com uma vozinha maliciosa e languida, retruca:

- “Euuuuu nãããããõooo to sentindo naaaadaaaaaaaa…..

A conta de água da fonte abençoada do Santuário

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Há alguns anos atrás, fomos a um Santuário de Nossa Senhora da Salete, em Marcelino Ramos – RS, e aproveitamos para tomar ar água da fonte, ao pé do Santuário, que todos afirmam ser abençoada.

Para facilitar e higienizar o local para os romeiros, os padres saletinos encamisaram a fonte e encanaram a saída da água para que todos pudessem beber sem se molhar ou se embarrar.

Enquanto as pessoas rezavam ao pé de uma imagem de Nossa Senhora da Salete, podiam beber a água.

Todo mundo compenetrado rezando e a minha sobrinha de 7 anos, ao ver aquele cano correndo água direto, sem torneira, exclamou:

- “Mas esses padres devem pagar uma conta de água, que nem faço idéia…”

Como controlar a entrada de penetras

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Dois controladores de um trenzinho em uma estação de esportes de inverno resolveram o problema dos clandestinos dos carros.

Enquanto um deles ficava no seu posto operando o carro, o outro, usando um par de esquis velhos, abria caminho entre os esquiadores à espera, até postar-se no início da fila. O que operava o carro chamava-o imediatamente:

-Ei, onde está seu ingresso?

O outro respondia:

- Não preciso de ingresso para andar neste carro.

Aí o operador apanhava um machado e, com dois golpes, cortava habilmente a frente dos esquis do passageiro obstinado, bem perto dos dedos dos pés.

Enquanto os esquiadores olhavam espantados, o operador abaixava o machado e virava-se para o grupo:

- Alguém mais aí não tem o ingresso?!