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Com a palavra…Charles Chaplin!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

“Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas
quando nunca pensei me decepcionar,
mas também decepcionei alguém.

Já abracei pra proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei.

Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
“quebrei a cara muitas vezes”!

Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só para escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial.

Mas vivi, e ainda vivo!
Não passo pela vida…
E você também não deveria passar!

Viva!
Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é “muito” pra ser insignificante.”


Charles Chaplin

Fábula Indiana dos Cegos e o Elefante

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Certo dia, um príncipe indiano mandou chamar um grupo de cegos de nascença e os reuniu no pátio do palácio. Ao mesmo tempo, mandou trazer um elefante e o colocou diante do grupo.

Em seguida, conduzindo-os pela mão, foi levando os cegos até o elefante para que o apalpassem. Um apalpava a barriga, outro a cauda, outro a orelha, outro a tromba, outro uma das pernas…

Quando todos os cegos tinham apalpado o paquiderme, o príncipe ordenou que cada um explicasse aos outros como era o elefante.

Então, o que tinha apalpado a barriga disse que o elefante era como uma enorme panela. O que tinha apalpado a cauda até os pelos da extremidade, discordou e disse que o elefante se parecia mais com uma vassoura.

- “Nada disso”, interrompeu o que tinha apalpado a orelha. “Se ele se parece com alguma coisa é com um grande leque aberto.”.

O que apalpara a tromba deu uma risada e interferiu:

- “Vocês estão por fora. O elefante tem a forma, as ondulações e a flexibilidade de uma mangueira de água…”
- “Essa não”, replicou o que apalpara a perna, “ele é redondo como uma grande mangueira, mas não tem nada de ondulações nem de flexibilidade, é rígido como um poste…”

Os cegos se envolveram numa discussão sem fim, cada um querendo provar que os outros estavam errados, e que o certo era o que ele dizia. Evidentemente cada um se apoiava na sua própria experiência e não conseguia entender como os demais podiam afirmar o que afirmavam.

O príncipe deixou-os falar para ver se chegavam a um acordo, mas quando percebeu que eram incapazes de aceitar que os outros podiam ter tido outras experiências, ordenou que se calassem.

- “O elefante é tudo isso que vocês falaram, explicou. Tudo isso que cada um de vocês percebeu é só uma parte do elefante. Não devem negar o que os outros perceberam. Deveriam juntar as experiências de todos e tentar imaginar como a parte que cada um apalpou se une com as outras para formar esse todo que é o elefante.”.

Moral da estória:
A experiência das coisas que cada homem pode ter é sempre limitada. Por isso, a sensatez nos obriga a levar em conta também as experiências dos outros para se chegar a uma síntese.

A pessoa, o ser humano, apresenta muitas facetas, Existe o risco de polarizar a atenção em alguma delas, ignorando o resto. Fazendo isso, estaríamos repetindo os cegos da parábola. Cada um ficaria com uma visão unilateral e parcial.

Para obtermos uma visão o mais integral possível do que é uma pessoa, devemos reunir, numa unidade, os numerosos aspectos que podem ser observados no ser humano. É o que devemos tentar fazer, cientes, porém, de que uma visão completa, como diria o príncipe indiano, é sempre impossível.

O que fazer para ajudar um suicida em potencial que pode estar sofrendo ao seu lado

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Trabalhávamos até as 23:00h na empresa e íamos a pé para casa, pois morávamos a uma quadra de distância. Em determinada época, os moradores da quadra onde morávamos, contrataram um segurança para vigiar as residências durante a noite. O segurança iria começar as 23:00h. e encerrar as 06:00 h da manhã seguinte.

Como encerrávamos o expediente as 23:00h. o segurança nos cumprimentava com um sorriso, se postava em frente à nossa empresa esperando fecharmos e nos acompanhava até nossa casa. Ninguém lhe pedira isso. Ele começou por vontade própria, talvez achando que fazia parte do seu serviço.

No caminho, ele sempre puxava papo com a gente, mas só minha esposa conversava, enquanto eu, sempre preocupado com os negócios, com o trabalho, com as contas e demais preocupações, mal prestava atenção na conversa e mal respondia quando me pediam algo.

Passaram-se uns 6 meses e chegou o inverno. Frio intenso. Minha esposa ficou muito gripada e para não piorar, ficou uma semana em casa a noite. Fiquei sozinho para caminhar com o segurança.

Durante aquela semana, lembro que ele estava meio quieto, mas ainda assim puxava assunto. Eu, para variar, quase só respondia as suas conversas, com respostas curtas e monossílabicas, afinal, “estava pensando nos negócios”. Assim, passou-se a semana.

Na segunda, o segurança não apareceu. Achamos que estava atrasado e fomos para casa no horário de sempre.

Na terça, recebemos a notícia. Ele havia se suicidado no sábado de madrugada. Estava deprimido pela separação da esposa, a filha adolescente em conflito, problemas com dinheiro… Enfim, desabaram de uma vez todos os problemas sobre sua cabeça e ele achou que o único caminho era o suicídio.

Não me senti culpado pelo ocorrido, mas fiquei pensando seriamente se quem sabe uma atenção maior ao que ele estava falando naquelas cinco noites que caminhamos juntos, não poderia ter lhe dado algum alento e o desviado de sua atitude extrema.

Desde então, tenho dado atenção às pessoas com as quais converso, principalmente as que estão desanimadas ou com um problema pessoal ou financeiro.

Procuro sempre passar idéias e mensagens positivas, de que tudo tem solução e de que, às vezes, “é no andar da carroça que se assentam as melancias”.

Nada como o tempo para que vejamos as coisas com outros olhos. Hoje podemos agir de maneira arrogantes ou demostrar fraqueza frente a um problema. Daqui a alguns meses, o tempo dirá se nossa atitude foi correta ou equivocada.

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