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Acidente Vascular Cerebral - Saiba como identificar os sintomas

sábado, 1 de novembro de 2008

O AVC – Acidente Vascular Cerebral (o popular Derrame cerebral) atinge 160 mil brasileiros todo ano, levando a 90 mil óbitos.

Diversos fatores de risco, principalmente a falta de cuidados básicos com a saúde e o elevado nível de stress provocam a maioria dos casos.

O Acidente Vascular Cerebral - AVC tem como característica a rapidez do aparecimento dos sintomas. Pode ser em segundos (de sopetão) ou ao longo de algumas horas, de forma rápida e crescente.

Os sintomas mais visíveis e facilmente detectáveis são:

  • Paralisia facial de um lado, gerando sorriso distorcido e sensação de anestesia no lado paralisado;
  • Dificuldade de locomoção ou de fazer movimentos simples, gerada pela fraqueza ou adormecimento de um membro ou de um lado do corpo;
  • Alteração na fala, falando com a lígua enrolada ou de forma incomprensível, ou sem conseguir se fazer entender, ou não entender o que lhe falam (sensação de bobeira);
  • Embaçamento ou perda de visão de um olho, ou de parte do campo visual de um ou de ambos os olhos;
  • Forte dor de cabeça repentina, parecida com uma “paulada, sem motivo aparente. Podem ocorrer vômitos ou ser acompanhada de sonolência ou coma. Também pode ser sintoma do AVC a confusão mental súbita ou perda de memória, além de confusão ao executar tarefas rotineiras (causa repentina).
  • Perda repentina do equilíbrio do corpo, sem conseguir manter-se em pé ou mesmo sentado.

O principal fator do sucesso na salvação dos pacientes com AVC

O principal fator de sucesso na manutenção da vida do paciente e na redução das seqüelas é a rapidez do socorro à vítima do Acidente Vascular Cerebral.

Considerando-se que de cada 10 brasileiros, 9 sequer sabem o que é um Acidente Vascular Cerebral - AVC, inclusive dentro da própria classe médica, é importante divulgar um teste simples que identifica os possíveis sintomas do princípio do Acidente Vascular Cerebral.

Teste simples para diagnosticar o AVC - Acidente Vascular Cerebral

Os médicos indicam que sejam feitos três testes simples com a pessoa com suspeita de Acidente Vascular Cerebral ou que não esteja se sentindo bem:

  • Pedir para a pessoa que dê um sorriso:
    Se ela sorrir apenas com um lado da boca, existe o risco de estar tendo um Acidente Vascular Cerebral.
  • Levantar os dois braços:
    Se um dos braços cair é melhor ou ela não conseguir levantar, procurar ajuda imediatamente.
  • Falar uma frase comprida:
    Se a pessoa confundir as palavras, balbuciar ou enrolar a língua, falando de maneira não compreensível, procurar ajuda médica. Ex. de frase: “O Brasil é o país do futebol”.
  • Em qualquer um dos casos, ao se identificar a ocorrência de um ou mais sintomas, procurar auxílio médico imediatamente.

    Os Fatores de Risco do Acidente Vascular Cerebral:

    • Anticoncepcionais hormonais: pílulas anticoncepcionais alteram os níveis hormonais, que aliados a outros fatores de risco; podem fazer aparecer o AVC.
    • Bebidas alcoólicas: gera tendência ao aumento da hipertensão arterial;
    • Colesterol: a elevação da fração LDL (mau colesterol) ou a redução da fração HDL (bom colesterol);
    • Diabetes Mellitus: é um fator agravante do Acidente Vascular Cerebral se o nível de glicemia estiver elevado;
    • Doença Cardíaca: qualquer doença cardíaca, em especial as que produzem arritmias;.
    • Fumo: nem é preciso referenciar os malefícios do cigarro;
    • Histórico de doença vascular anterior: pessoas que já sofreram um AVC, ameaça de derrame, infarto ou doença vascular tem probabilidade maior de ter um AVC.
    • Idade: embora a idade avançada seja um fator que aumenta a probabilidade, os jovens não estão isentos de ter um Acidente Vascular Cerebral;
    • Obesidade: aumenta indiretamente o risco de Acidente Vascular Cerebral pelo comprometimento da saúde com as doenças que o obeso desenvolve;
    • Pressão Arterial: é o principal fator de risco para AVC. É importante determinar sua pressão média para saber quando ela esta acima do normal;
    • Raça: a raça negra é mais suceptível;
    • Sangue muito concentrado: em casos específicos de doenças que provocam esse sintoma, o fator de risco de Acidente Vascular Cerebral é extremamente aumentado;
    • Sedentarismo: a falta de práticas físicas induz ao aparecimeto de inúmeras doenças que predispõe ao Acidente Vascular Cerebral;
    • Sexo: homens até os 51 anos tem mais propensão a ter um Acidente Vascular Cerebral. Após essa idade, homens e mulheres possuem o mesmo grau de risco.

    O que fazer para evitar o Acidente Vascular Cerebral

    • Cuidar para ter bons hábitos em relação à sua saúde;
    • Praticar exercícios físicos e tambem mentais;
    • Tratar adequadamente a(s) doença(s) que possuí, evitando a auto-medicação e a interrupção de tratamentos por “achar que já esta bem”;
    • Evitar o stress, levando uma vida mais tranqüila.
    • Reduzir o ritmo. Praticar o “slow down”. Você só tem um curto tempo de passagem por essa vida. Não vá encurtá-lo mais ainda.

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    Porque às vezes dá vontade de “Não ver nada”

    sexta-feira, 10 de outubro de 2008

    Definitivamente, agora entendo porque quando acontece algum crime, por banal que seja, ninguém quer ser testemunha.

    Três horas da manhã. Estou blogando e ouço um barulho. Pareceu um estilhaçar de vidro. Intrigado, vou à janela do meu apartamento e olho para baixo, na garagem do prédio de 40 aptos.

    Um cidadão de boné escuro, calça jeans clara e jaqueta escura, me encara três andares abaixo. Ele parece ter uma mochila nas costas. Fica aquela sensação de angústia. O que fazer? Tirar a cara da janela? Gritar, ligar para a polícia?

    Não precisei decidir. O cara deu “em pernas”. Correu mais rápido do que eu consegui pensar. Quando passou num sensor da garagem, o alarme dispara.

    Facilitou minha decisão. Corri ao telefone e liguei para a polícia. Tive que repetir três vezes o ocorrido, endereço, nome, etc.

    Depois voltei na janela e gritei: “Ladrão! Pega-ladrão!” umas 10 vezes. Nenhuma luz ou barulho de vizinhos. Todo mundo dormindo ou escondido.

    Em 5 minutos, a patrulha toca meu interfone. Nem acreditei na rapizes, mas fui atender. Pediram para descer e lá fui eu. Chega o caro da empresa de vigilância monitorada por causa do disparo no alarme do prédio.

    Explico tudo de novo. Descrevo o ladrão, passo informações. Tenho que me identificar. Pedem para abrir a garagem. Mostrar qual carro fora roubado.

    Pra variar, o Policial Militar meio que espera eu entrar na garagem do prédio, na frente dele. Pensei comigo: - “Ele esta de colete e eu que vou de escudo”. Isso já tinha me acontecido uma vez, a cerca de 15 anos.

    Ele vai ver o carro que indico e esta arrombado mesmo. O ladrão tentou forçar a porta e o vidro estourou. O policial acha os documentos do carro, caídos no chão. Roubaram o som do carro.

    Mais de 30 minutos e nenhuma alma acordou no prédio. O policial pede que eu interfone ao apto 301 que é o proprietário do veículo, segundo os documentos. O cara estava usando um box vago no dia.

    Interfono umas 10 vezes, e nada. Subo ao apto e toco a campainha umas 15 vezes. Bato na porta, berro, e nada. Interfono no apartamento do síndico. Nem em sonho eles atende.

    Chega outra patrulha da polícia e vai girar para tentar achar o marginal.

    Sem conseguir achar o proprietário, os policiais pedem que eu devolva os documentos dele e lhe oriente a registrar a ocorrência no dia seguinte. Subo no 301 e toco novamente a campainha. Ninguém atende.

    Nisso, a vizinha separada do 302 pergunta do outro lado da porta: - “O que aconteceu?” Explico que arrombaram o carro do 301 e ela diz apavorada: - “Mas o carro do 301 é o meu.” E começa a chorar. Chama o filho pequeno, que também esta assustado.

    Tento tranquilizá-la e lhe digo: - “Peça ao seu Nelson para descer falar com a polícia.”

    Ela diz: - “Nelson, que Nelson? Eu sou separada e o carro esta no meu nome”.

    Leio para ela o nome e a placa do carro que foi arrombado. Quando estou lendo, vejo que o apto é 301, mas o endereço é de outra rua. O guarda me dera a informação errada. Não era o carro do apto 301.

    Foram mais uns 05 minutos explicando através da porta, que tinha sido um engano.

    Já tô ficando de saco cheio dessa confusão.

    Vou para o meu apartamento. Não dá cinco minutos e toca o interfone. A polícia não tinha o meu RG para colocar na ocorrência. Tenho que descer de novo com a Carteira de Motorista. Olha o saco!

    Vou dormir estressado – e não tinha culpa de nada.

    As 10 da manhã, vou levar o documento recuperado para o síndico descobrir de quem era o carro. Fico sabendo que mais dois haviam sido arrombados. Como não estourou o vidro e nem tinham alarme, os PM´s não tinham visto. Passo quase meia hora, sendo interrogado pelo síndico. Quase digo que “não fui eu que arrombei. Eu só ouvi.”

    Meio dia, e começa a procissão. Vem a primeira vítima “ouvir explicações”, descrição do marginal e outros detalhes que deveria estar pedindo para a polícia.

    Outros minutos, chega mais um proprietário, querendo saber “porque eu não gritei, porque eu não ouvi o arrombamento do carro dele, e só no terceiro?”.

    Já estava explodindo de raiva. Quase disse que não fico na janela espiando ou escutando o que os vizinhos ou algum marginal possa vir a fazer de madrugada.

    Outros 30 minutos de conversa improdutiva, como se saber a cor da jaqueta do ladrão umas 10 vezes, fosse devolver os aparelhos de som dos carros.

    O saco esta implodind…

    Me livro dos caras, fecho a porta e cinco minutos depois, a terceira vítima aparece.

    Não é diferente dos outros. Pergunta como “só ouvi quando estourou o vidro”. “Porque eu não chamei a polícia?” – Animal! Tinha acabado de contar pela trigésima vez a história.

    Juro! Nunca mais vou “vêr” nada. Berrei umas 30 vezes de madrugada. Perdi 01 hora de trabalho com a polícia. Quatro policiais andaram e falaram na garagem por mais de 40 minutos. Mais 2 horas perdidas com os vizinhos. Fiquei extremamente irritado pela estupidez das vítimas. Dá próxima vez, vou assistir o arrombamento e voltar para o blog.

    Haja paciência!

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    Escovar os dentes ou barbear os dentes?

    quinta-feira, 18 de setembro de 2008

    E o cara atrasado passa por cada uma!?!?

    Acordo hoje, cheio de preguiça. Olho para o relógio no criado e dou um pulo. Dez para as dez da manhã. Perdi a hora. O despertador enguiçou ou ficou desligado.

    Três horas atrasado. Mil coisas para fazer. Post para fazer, cartório, trabalho, compras, médico. Tô ferrado!

    Em outro pulo, estou dentro das roupas, um pé calçado, outro serpenteando pelo chão a procura do outro pé do sapato. Enquanto isso, me movimento em direção ao banheiro.

    Chego na pia, olho pra cara de sono e lavo a cara numa esfregada de quase tirar o nariz. Pelo menos acordei com o chacoalhão. Enquanto uma mão seca o rosto com a toalha, a outra procura a pasta de dentes e a escova dentro da espelheira.

    Nunca treinei isso, mas consegui por a pasta na escova sem ver e acelero na escovação. Enquanto isso, a outra mão já penteia o cabelo. Tudo corria dentro do tempo, aliás, pouco tempo.

    Em 01 minuto, a boca cheia de espuma, começa um formigamento, um gosto gosmento de óleo, misturado com hortelã.

    Será sabor novo de pasta de dente? Algum novo ingrediente milagroso? Ainda escovo uns 30 segundos tentando descobrir a origem das sensações estranhas na boca. De repente, como uma criança que faz caretas quando não gosta do remédio, começo a contorcer a boca, cuspir a espuma, ânsia de vômito. Enxáguo umas dez vezes a boca. Bebo água. E nada do gosto horrível sair da boca. Parece anestesia de dentista e, ainda com gosto de gosma.

    Olho a escova – esta limpinha e é quase nova. Pego a pasta de dentes, ainda com a boca ardendo, e olho a validade, aspecto, cheiro, até experimento para ver se esta estragada. E nada! Tudo em ordem.

    Já se passaram 05 minutos. O atraso será maior. E o gosto horrível continua…

    Finalmente, achando que tinha escovado os dentes com algum bicho ou coisa parecida, vou guardar a escova e vejo a bisnaga do Creme de Barbear. Mesma cor da bisnaga da pasta de dente. E a pasta de dente, ali ao lado. Esta explicada a canastrada.

    Usei o creme de barbear para escovar os dentes. Apesar do gosto horrível na boca, que durou uns dois dias, não consigo deixar de rir quando me lembro. Essa servirá para contar para os netos. E para vocês também.

    Então, já sabem. Até dá para perder a hora, mas olhe sempre para o que vai por na boca.