Como visitar pessoas doentes ou acidentadas
quarta-feira, 10 de setembro de 2008Postei há alguns dias, um post sobre O que não fazer quando visitar um doente e agora resolvi escrever sobre o que seria recomendado.
Siga essas dicas:
1. Faça uma visita curta.
Ser breve numa visita é mais agradável ao paciente. Geralmente as visitas produzem desgaste físico no paciente, sobretudo cansaço. Não necessariamente por causa da visita, mas por causa do esforço de querer estar plenamente consciente e atento.
2. Se você não sabe o que dizer, simplesmente não diga nada. Escreva.
Leve ou mande uma flor, um presentinho ou um cartão, e manifeste através deles seus sentimentos. O que um enfermo mais necessita é saber que é aceito e amado incondicionalmente. Com freqüência, mais importante que a visita física é ter a convicção de que nesse instante difícil os demais estão conosco.
3. Procure fazer com que sua visita não seja um estorvo aos esforços médicos ou familiares para atender ao enfermo.
Se perceber que outras pessoas já estão visitando ou atendento o doente, espere alguns momentos até que fique a situação esteja mais calma. A presença de muitas pessoas ao mesmo tempo é sufocante para o doente.
4. Vá com uma atitude alegre.
Não realize a visita como uma obrigação. Se estiver meio desanimado ou tiver qualquer problema é preferível ficar em casa.
O normal é que o doente esteja precisando de uma injeção de entusiasmo e não tenha que ficar animando às visitas.
5. Respeite os momentos de descanso e alimentação.
Portanto, escolha com cuidado o horário da visita. Converse antes com a pessoa responsável para saber se há alguma recomendação especial a respeito.
6. Quando médicos ou enfermeiras chegarem para atender o doente, retire-se.
Qualquer pessoa quer privacidade e ainda mais nesse momento. Não queira ouvir ou dar palpite no trabalho dos profissionais da saúde.
Seja educado e pelo menos, aguarde fora do quarto, até que os procedimentos sejam efetuados e depois despeça-se rapidamente, com palavras de conforto e estímulo.
7. Deixe as crianças pequenas em casa.
Além de que hospitais não são locais adequados à saúde das crianças, elas podem constranger o doente com suas perguntas inocentes.
Se precisar levá-las, deixe-as com outro familiar adulto na portaria do hospital e seja breve.
Conclusões
Acredito que seja uma gentileza mal utilizada, uma falsa idéia de cortesia que nos leva a visitar muito um doente. Para o convalescente ou paciente que sofre de doença crônica, as visitas frequentes até constituem um prazer e um benefício por saber que é lembrado com afeto.
Já para os outros doentes, são estafantes e prejudiciais. Essas visitas podem ser substituídas por uma ligação aos familiares, pelo envio de um mimo ou flores adequadas, afirmando nossa torcida pelo seu restabelecimento e sempre demonstrando nossa intenção de não atrapalhar a recuperação do paciente.
Aqui vale a regra áurea: “Faça aos outros o que deseja que façam com você”. Muitas vezes nos esquecemos de quando estivemos doentes, queríamos paz e sossego.
Assim, procure visitar o doente rapidamente, preste sua solidariedade, incentive-o e vá embora. É sua melhor contribuição ao seu restabelecimento.
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